Você sabe o que foi o Concílio Vaticano II?

No dia 11 de outubro de 2012, completaram-se 50 anos da abertura daquele que foi o maior concílio do século 20: O Concílio Vaticano II. Evento que repensou e revolucionou a Igreja nesse século. Por esta razão, o Papa emérito Bento XVI, que participou como teólogo neste Concílio, instituiu o Ano da Fé em comemoração ao aniversário de abertura.

Mas o que foi o Concílio Vaticano II e o que ele representou para a Igreja?

O Concílio Vaticano II, o 21° concílio ecumênico da Igreja, foi convocado pelo Papa João XXIII em 25 de dezembro de 1961. Seu início foi em 11 de Outubro de 1962 e após 4 sessões foi concluído, já no Pontificado de Paulo VI, em 8 de Dezembro de 1965.

A finalidade deste concílio foi “promover o incremento da fé católica e uma saudável renovação dos costumes do povo cristão, e adaptar a disciplina eclesiástica às condições do nosso tempo”. (João XXIII – Bula Humanae salutis). O Concílio queria dar uma nova orientação pastoral à Igreja e uma nova forma de apresentar e explicar os dogmas católicos ao mundo moderno, mas sempre fiel à Tradição. Segundo João XXIII, no discurso de abertura, “o que mais importa ao Concílio Ecumênico é o seguinte: que o depósito sagrado da doutrina cristã seja guardado e ensinado de forma mais eficaz”.

“O Concílio propõe-se fomentar a vida cristã entre os fiéis, adaptar melhor às necessidades do nosso tempo as instituições susceptíveis de mudança, promover tudo o que pode ajudar à união de todos os crentes em Cristo, e fortalecer o que pode contribuir para chamar a todos ao seio da Igreja”. (Sacrosanctum concilium, 1)

Entre as várias decisões conciliares, destacam-se as renovações na constituição e na pastoral da Igreja, que passou a ser mais alicerçada na igual dignidade de todos os fieis e a ser mais voltada e aberta para o mundo. Além disso, reformou-se também a Liturgia, onde a Missa foi simplificada e passou a ser celebrada em língua vernácula (própria/local) e com o celebrante voltado para o povo.

Foi clarificada a relação entre a Revelação divina e a Tradição e foi também impulsionada a liberdade religiosa, uma nova abordagem ao mundo moderno, o ecumenismo, uma relação de tolerância com os não cristãos e o apostolado dos leigos.

Como patrimônio literário, foram promulgados 16 documentos: 4 constituições (Dei Verbum, Lumen Gentium, Sacrosanctum Concilium, Gaudium et Spes) , 3 decretos (Gravissimum Educationis, Nostra Aetate, Dignitatis Humanae) e 9 declarações (Ad Gentes, Presbyterorum Ordinis, Apostolicam Actuositatem, Optatam Totius, Perfectae Caritatis, Christus Dominus, Unitatis Redintegratio, Orientalium Ecclesiarum, Inter Mirifica).

O Concílio Vaticano II não proclamou nenhum dogma, mas as suas orientações doutrinais, pastorais e práticas são de extrema importância para a Igreja atual.

Que neste Ano da Fé, possamos retomar as leituras e vivenciar intensamente, em nossos corações e mentes, este evento que revolucionou a maneira de pensar da Igreja, tornando-a ainda mais bela e santa.

Em próximos encontros estudaremos mais profundamente os principais documentos conciliares.

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Paz e Bem!

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